1 – O Padroeiro

2 – Sete Domingos de  São José (Preparação para a solenidade de São José)

3 – Orações

4 – Novena

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1 – O PADROEIRO

  José, filho de Davi

José é uma figura muito querida na fé do povo cristão. Prova disto é o grande número de homens e mulheres que têm o seu nome, bem como igrejas, que o adotam como seu padroeiro.

Pouco se sabe sobre a história de José, esposo de Maria e pai de Jesus Cristo. No Novo Testamento o nome de José é citado treze vezes. Em Lucas 1,33.41.48 ele é lembrado como pai de Jesus e em Mateus 13,55 como carpinteiro-construtor. Os evangelistas não transmitiram nenhuma palavra de José, aparecendo nos Evangelhos como um “personagem mudo”. No entanto, suas ações e sua atitude de confiança o marcaram como um homem justo (Mateus 1,19) e pelo respeito à vida e à fé.

José era descendente de Davi, lembrando o rei de Israel que vivera mil anos antes. Deus tinha feito uma grande promessa a Davi: “Ao teu descendente serei um pai e ele será para mim um filho” (2Samuel 7, 14). Assim, José fez parte dessa história de esperança e, por intermédio dele, o próprio Cristo entrou nessa história.

Maria estava comprometida em casamento com José e antes que habitassem juntos, achou-se grávida pelo Espírito Santo. José, sendo justo e não querendo expô-la, resolveu deixá-la ir secretamente. Mas o Anjo do Senhor apareceu-lhe em sonho, dizendo: “José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua mulher, pois o que nela foi gerado é do Espírito Santo” (Mateus 1, 18-20). Ao receber essa mensagem, José não hesitou em seguir as indicações de Deus, abrindo seu coração para de forma venerável aceitar Maria como sua esposa.

José subiu para Belém

Um decreto de César Augusto ordenava a realização de um censo. Obedecendo a ordem do imperador, que todos se alistassem na sua cidade natal, José saiu de Nazaré, na Galileia, para Belém, na Judeia, percorrendo 120 quilômetros de região montanhosa, na companhia de sua noiva Maria, que estava grávida.

Com o nascimento do Menino Jesus, realizou-se ali a profecia de Miqueias: “E tu, Belém, Éfrata, pequena demais para ser contada entre os clãs de Judá, de ti sairá para mim aquele que deve governar Israel” (Miqueias 5,1). José e Maria levaram o Menino Jesus ao Templo de Jerusalém para cumprimento do que a lei prescrevia.

José fugiu para o Egito

Naquele tempo, Herodes, o rei da Judeia (37-4 a.C.) não era bem visto, além disso mostrava-se pouco preocupado com a fé e a história do povo, combatendo com brutalidade as tentativas de oposição. A profecia ligada ao nascimento de um novo rei que firmasse seu poder sobre o direito e a justiça (Isaías 9,6) levou Herodes a deflagrar violenta perseguição às famílias com nascituros.

O Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, toma contigo o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até nova ordem, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo.” Sentindo o drama da perseguição, José levou o Menino Jesus para o Egito, um lugar simbólico, o berço da história e da fé do povo de Israel. No Egito os antepassados viveram como escravos, mas Deus escutou seus gritos e libertou-os de seus opressores. As palavras do profeta Oseias foram lembradas por Mateus: “Do Egito chamei meu filho” (Oseias 11,1).

Após a morte de Herodes, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel, pois os que buscavam tirar a vida ao menino já morreram”. Avisado novamente em sonho, procurou refúgio na região da Galileia, indo morar em Nazaré cumprindo-se o que fora dito pelos profetas: “Ele será chamado nazareno” (Mateus 2,19-23).

José levava sua família à festa da Páscoa

Em peregrinação, de Nazaré para Jerusalém, a família de Jesus ia anualmente à festa da Páscoa, percorrendo 120 quilômetros (Lucas 2,44). Esta marcha realizada por José e sua família revelava a sua fé.

Numa dessas peregrinações, Jesus permaneceu em Jerusalém sem que seus pais percebessem, pois julgavam que ele estivesse na caravana. Retornaram a Jerusalém à procura do filho e encontraram-no no Templo, ouvindo e interrogando os doutores, que se maravilhavam com sua compreensão e respostas, tendo ele apenas 12 anos de idade.

José e Maria sentiram-se aflitos em proteger uma vida inocente, pois sabiam quão difícil era defender a verdade do Pai em um mundo marcado pela injustiça.

José, o carpinteiro-construtor

Conforme o evangelista Marcos, José era carpinteiro, construtor de casas, operário ou até artista e Jesus teve a mesma profissão: “Não é ele o carpinteiro?” (Marcos 6,3).

Provavelmente, José e Jesus fossem bastante conhecidos em Nazaré por seu ofício, pois pela tradição da fé, os ofícios e as artes eram bem vistos. Os autores da Escritura Sagrada chamaram pessoas dotadas de perícia e destreza de “sábios”, pois entendiam que o próprio “Deus enche alguém com seu espírito para que tenha sabedoria, inteligência, conhecimento e aptidão para toda espécie de trabalho” (Êxodo 31, 1-6).

Certamente, os ouvintes de Jesus na sinagoga de Nazaré estranharam a sabedoria de Jesus, que contrastava com o ambiente de seu ofício e a simplicidade de sua família. Esse é um erro comum no pensamento religioso do homem, ao querer limitar a ação criadora de Deus e negar que Ele confere seu espírito de sabedoria a todas as pessoas.

José, um homem de fé

Nos Evangelhos José parece uma figura secundária uma vez que atuava de forma discreta e silenciosa por trás dos acontecimentos da vida de Jesus. No entanto, isso não significa que seu papel não fosse importante. Da mesma forma, muitos de nós também não ocupamos um lugar de destaque na atenção dos nossos semelhantes.

Mateus chamou José de justo por ter recebido Maria como esposa e Jesus como filho, assumindo a missão de esposo e pai. Protegeu sua família contra a violência arbitrária dos governadores. Foi um homem que agiu conforme sua fé, maravilhando-se com a esperança nas palavras do Anjo do Senhor, celebrando anualmente no templo de Jerusalém a saída dos escravos hebreus do Egito.

José é um exemplo de retidão, por não pensar precipitadamente nem julgar mal os outros e, sobretudo, por ter agido em harmonia com a vontade de Deus.

 

7 Dores

 

 

 

 

2 – SETE DOMINGOS DE SÃO JOSÉ

Seguindo uma antiga tradição, a Igreja dedica os sete domingos anteriores á festa de São José (no dia 19 de março) para recordar as principais dores e gozos da sua vida. Esta devoção, no entanto, pode ser praticada em qualquer época do ano.

 

PRIMEIRO DOMINGO (Mt 1, 18-25)

Ó Esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso São José, assim como foi grande a amargura do vosso coração na perplexidade de abandonardes a vossa castíssima Esposa, assim foi indizível a vossa alegria quando pelo Anjo Vos foi revelado o soberano mistério da Encarnação. Por esta Dor e por este Gozo, Vos pedimos a graça de consolardes agora e nas extremas dores, nossa alma, com a alegria de uma vida justa e de uma santa morte semelhante à vossa, assistidos por Jesus e por Maria.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

  1. São José. V. Rogai por nós.

 

SEGUNDO DOMINGO (Lc 2, 1-20)

Ó felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido como Pai adotivo do Verbo humanado, a Dor que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus Menino se Vos mudou em júbilo celeste ao ouvirdes a angélica harmonia e ao contemplares a glória daquela noite brilhantíssima.

Por esta Dor e por este Gozo, Vos suplicamos a graça de nos alcançardes que, depois da jornada desta vida, passemos a ouvir os angélicos louvores e a gozar dos esplendores da glória celeste.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

  1. São José. V. Rogai por nós.

 

TERCEIRO DOMINGO (Lc 2,21; Mt 1,25)

Ó obedientíssimo das divinas Leis, glorioso São José, o sangue preciosíssimo que na Circuncisão derramou o Redentor Menino Vos trespassou o coração, mas o nome de Jesus vo-LO reanimou, enchendo-O de contentamento. Por esta Dor e por este Gozo, alcançai-nos viver sem pecado, a fim de expiar cheios de júbilo, com o nome de Jesus no coração e nos lábios.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

  1. São José. V. Rogai por nós

 

QUARTO DOMINGO (Lc 2, 22-35)

Ó fidelíssimo Santo, glorioso São José, que também tivestes parte nos mistérios de nossa Redenção, se a profecia de Simeão a respeito do que Jesus e Maria teriam de padecer Vos causou mortal angústia, também Vos encheu de sumo Gozo pela salvação e gloriosa Ressurreição que, como igualmente predisse, teria de resultar para inumeráveis almas.

Por esta Dor e por este Gozo, obtende-nos que sejamos do número daqueles que, pelos méritos de Jesus e pela intercessão da Santíssima Virgem sua Mãe, hão de ressuscitar gloriosamente.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

  1. São José. V. Rogai por nós.

 

QUINTO DOMINGO (Mt 2,13-14; Is 19,1)

 

Ó vigilantíssimo custódio, íntimo familiar do Filho de Deus Encarnado, glorioso São José, quanto sofrestes para alimentar e servir o Filho do Altíssimo, particularmente na fuga com Ele para o Egito. Mas qual não foi também vosso Gozo por terdes sempre convosco o mesmo Deus e por verdes cair por terra todos os ídolos egípcios. Por esta Dor e por este Gozo, alcançai-nos que, afastando para longe de nós o infernal tirano, especialmente com a fuga das ocasiões perigosas, sejam derrubados dos nossos corações todos os ídolos dos afetos terrenos, e que, inteiramente dedicados ao serviço de Jesus e de Maria, para Eles somente vivamos e na alegria do seu amor expiremos.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

  1. São José. V. Rogai por nós.

 

SEXTO DOMINGO (Mt 2, 19-23; Lc 2,40)

Ó anjo na terra, glorioso São José, que cheio de pasmo vistes o Rei do Céu submisso aos vossos mandatos, se a vossa consolação, ao reconduzi-lO do Egito, foi turbada pelo temor de Arquelau, filho de Herodes, contudo, sossegado pelo Anjo, permanecestes alegre em Nazaré com Jesus e Maria.

Por esta Dor e por este Gozo, alcançai-nos a graça de desterrar do nosso coração todo temor nocivo, de gozar a paz de consciência, de viver seguros com Jesus e Maria, e também de morrer assistidos por Eles.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

  1. São José. V. Rogai por nós.

 

SÉTIMO DOMINGO (Lc 2, 41-50)

 

Ó exemplar de toda a santidade, glorioso São José, perdestes sem culpa o Menino Jesus, e para maior angústia houvestes de buscá-lO por três dias, até que, com sumo júbilo, gozastes do que era vossa vida, achando-O no Templo entre os doutores.

Por esta Dor e por este Gozo, Vos suplicamos com palavras saídas do coração, que intercedais a nosso favor para que nunca nos aconteça perder a Jesus por algum pecado grave. Mas, se por desgraça O perdermos, fazei com que O procuremos com tal dor que não tenhamos sossego até encontrá-LO, benigno, especialmente na hora da nossa morte, para podermos glorificá-LO no Céu e lá cantarmos eternamente suas divinas misericórdias.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória. 1. São José. V. Rogai por nós.

 

3 – ORAÇÃO A SÃO JOSÉ

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Ó glorioso São José, a quem foi dado o poder de tornar possíveis as coisas humanamente impossíveis, vinde em nosso auxílio nas dificuldades em que nos achamos. Tomai sob vossa proteção a causa importante que vos confiamos, para que tenha uma solução favorável.

Ó pai muito amado, em vós depositamos toda nossa confiança. Que ninguém possa jamais dizer que vos invocamos em vão. Já que tudo podeis junto de Jesus e Maria mostrai-nos que vossa bondade é igual ao vosso poder.

São José, a quem Deus confiou o cuidado da mais Santa Família que jamais houve, sede, nós vo-lo pedimos, ó Pai e protetor da nossa, e impetrai-nos a graça de vivermos e morrermos no amor de Jesus e Maria! São José, rogai por nós!

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4 – NOVENA A SÃO JOSÉ

É prática geralmente admitida entre os devotos de São José consagrar-lhe o dia 19 de cada mês. Além da comunhão, costumam fazer outras preces, podendo servir para esse fim as seguintes meditações mensais:

 Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis, e acendei neles o fogo de vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que iluminais os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, concedei-nos que no mesmo Espírito saibamos o que é reto, e gozemos sempre de suas consolações. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Oração Preparatória

Senhor meu Jesus Cristo, que tanto amor manifestastes a esse Varão justo, a quem na terra dáveis o nome de pai, e que vos gozais nos louvores que damos às virtudes que ele praticou, e às grandezas e privilégios com que vós mesmo o enriquecestes, fazei que conheçamos essas virtudes e que as pratiquemos. Tentamos nestes cultos unir-nos a vosso coração agradecido, para com ele agradecer os benefícios que São José vos fez, e sobretudo os muitos que por sua intercessão temos nós recebido. Virgem Santíssima, Esposa amantíssima e amadíssima de São José, Vós honrastes este grande Santo como ele merecia ser honrado, porque conhecíeis seus méritos e o muito que ele valia, e também porque com o trato contínuo com ele e com os serviços que vos fazia, tinha obrigado o vosso coração: fazei que eu conheça suas virtudes e que as imite, para me fazer digno de seu amor. Ó glorioso Patriarca, pai nutrício de Jesus, Esposo de Maria, pelo amor que tivestes a estes dois entes queridos, suplico-vos que me alcanceis o amor de Deus, e uma devoção constante a estes meus queridos Jesus e Maria, e graça para aproveitar-me deste exercício. Amém.

DIA 19

Meditação

Serviços prestados a Jesus

Ponto 1 – São José teve uma morte feliz, porque sempre viveu em amizade com Jesus, serviu-o sempre, fez sempre a vontade de Deus. Queres uma morte como a de São José? Procura agora amizade de Deus.

Ponto 2 – São José foi constante até à morte nos serviços prestados a Jesus. Para servir a Jesus, trabalhou, suou, fugiu, exilou-se, mas apesar das dificuldades, perseverou no serviço de Jesus, e morreu santíssima e felicissimamente.

Ponto 3 – A morte de São José foi felicíssima, proque Jesus o serviu e assistiu nos últimos instantes. Que morte feliz! Jesus está perto de José moribundo, assistindo-lhe e servindo-o… Guarda a lei de Deus, teme a Deus, e em tua morte, Deus fará tua vontade.

Fruto – Meditar com atenção as palavras de Cristo: “Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos”.

ORAÇÃO DE SÃO BERNARDINO

Lembrai-vos de nós, ó bem-aventurado São José, e ajudai-nos com Vossas orações e intercessão junto dAquele que quis ser chamado Vosso Filho. Tornai-nos também propícia a bem-aventurada Virgem Vossa Esposa, Mãe do Redentor, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo por todos os séculos. Assim seja.

ORAÇÃO FINAL

Felicíssimo Patriarca, tão ternamente amado de Jesus e de Maria, que vos manifestaram esse amor principalmente na morte soberanamente preciosa que tivestes. Que consolação a vossa, meu amantíssimo Protetor, quando nesse derradeiro instante, Jesus e Maria, assistindo a vosso lado, defenderam vossa alma dos insultos dos inimigos, e a levaram depois ao seio de Abraão! Este instante espantoso há de chegar sem remédio para nós, e ainda na hora menos pensada: que será então de nossas almas? Vossa vida inocente e as heróicas virtudes que praticastes, e, sobretudo a presença de vossos queridos Jesus e Maria, vos deram essa preciosa tranquilidade com que passastes deste mundo; mas que será de nós? Iludidos pelos inimigos e pelas paixões, nos entregamos muitas vezes em suas mãos ofendendo a Jesus que nos há de julgar! Ah! amantíssimo Protetor nosso, à vista duma vida tão pouco conforme à nossa fé, aguardamos com espanto a morte e a conta que depois dela nos espera! Ó pai e protetor nosso, nós sozinhos não ousaríamos aparecer nesse tão justo tribunal, onde é o mesmo Deus que nos há de julgar; vimos, portanto pedir-vos, por vossa preciosíssima morte e por vosso felicíssimo trânsito, a vossa poderosíssima proteção agora, para que vivendo uma vida digna do título que levamos, mereçamos também vossa proteção e assistência na morte. Manifestai, pai amantíssimo, vosso amor em nossa morte; protegei-nos então, protetor nosso eficacíssimo, para que morrendo em graça de Deus, vamos convosco à morada felicíssima dos justos gozar de Jesus e de Maria por toda uma eternidade. Amém.

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