Todos os dias, lemos as notícias e vemos a previsão do tempo. Para muitas pessoas, a parte sagrada do jornal é a que trata do futebol, para outras é a da economia. Ultimamente, chamam a atenção dos leitores as notícias sobre a Petrobrás, “Lava-jato”, impeachment presidencial…

A leitura faz parte da nossa vida; ela tem a capacidade de informar, formar e transformar uma pessoa. Uma boa leitura pode fazer muito bem ao leitor, um exemplo clássico na história da espiritualidade foi o de Santo Inácio de Loyola, que mudou de comportamento ao ler a vida de Jesus e dos santos, durante o período em que ficou no hospital internado depois de se ferir numa batalha em Pamplona: “Assim, ao ler a vida de Cristo, nosso Senhor, e dos santos, punha-se a pensar  e a dizer consigo próprio: ‘E se eu fizesse o mesmo que fez São Francisco e que fez São Domingos?”

Já dizia São Jerônimo: “Desconhecer as Escrituras é desconhecer o próprio Cristo”. A Igreja nos motiva a ler e a conhecer mais a Jesus através de cursos bíblicos, escolas da fé e grupos de reflexão. Os papas, há tempos, têm incentivado os católicos a estudarem os documentos do Concílio Vaticano II, um deles muito propício para aprofundar o conhecimento da Sagrada Escritura é a Dei Verbum (A palavra de Deus).

Nestes tempos em que os valores e princípios estão em processo de mudança, a sociedade parece ser tomada por pessoas que são “metamorfoses ambulantes”, mergulhadas numa “cultura líquida”. Conforta-nos e dá esperança saber que a Bíblia continua a ser um best-seller, lida e meditada por crianças, adolescentes, jovens e adultos. Todas elas, como São Pedro, dizem: “Senhor, a quem iremos? Só tu tens palavras de vida eterna”.